Paulo Bento criticou duramente Lucílio Baptista e a arbitragem portuguesa após a final da Taça da Liga, ganha pelo Benfica no desempate por penáltis. O treinador do Sporting acusou o árbitro de Setúbal de ter marcado o penálti, que deu o empate ao adversário, “porque se calhar era a sua vontade” e confessou estar revoltado. “Isto está a ficar demasiado podre” e “se calhar ando a mais nisto”, desabafou em declarações à SIC.
“Isso é muito complicado de gerir, sobretudo pelos jogadores que deram tudo. Uma equipa de onze consegue-se controlar, uma equipa de três com alguns suplentes é mais difícil controlar”, acusou Paulo Bento, queixando-se de Lucílio Baptista ter marcado falta de Pedro Silva quando o assistente não lhe deu essa indicação: “Um jogador meu ouviu o assistente dizer várias vezes que não era penálti. Mesmo assim Lucílio Baptista marcou, porque se calhar era a vontade dele.”
Argumentando que os árbitros continuam “impunes” quando erram, Paulo Bento referiu-se ainda ao futuro no campeonato: “Espero que nos deixem ir à pré-eliminatória da Liga dos Campeões, porque já em anos anteriores tentaram tirar-nos isso.”
João Moutinho também foi muito crítico em relação à arbitragem: “O árbitro e o fiscal de linha disseram que não viram, estive junto deles e ouvi-os dizer isso. Não sei o que aconteceu depois, mas marcaram penálti. Uma autêntica vergonha”, disse o capitão leonino, acrescentando que espera não ser castigado pelas palavras que proferiu: “O árbitro não esteve à altura do jogo.”
Do lado do Benfica, o treinador Quique Flores não quis falar da arbitragem: “Os árbitros têm uma profissão difícil, têm de tomar decisões difíceis em pouco tempo.”
O técnico espanhol disse que o “resultado final é justo” e, referindo-se à derrota frente ao Vitória de Guimarães, na semana passada, afirmou que “foi uma desilusão”, mas isso não o fará “mudar de rumo”.