José Eduardo Moniz, director-geral da TVI, revelou hoje que uma das razões para não se candidatar às eleições do Benfica foi o desconhecimento da situação financeira do clube. Em entrevista ao programa “Diga Lá Excelência”, do PÚBLICO, Renascença e RTP2, Moniz defendeu ainda que Rui Costa assumiu responsabilidades elevadas demasiado cedo.
“Rui Costa terá certamente valor, mas provavelmente foi lançado às feras antes de tempo”, argumentou José Eduardo Moniz, defendendo que há outras pessoas que “estão muito bem apetrechadas” para desempenhar o cargo de director desportivo do clube.
Moniz acrescentou que Rui Costa é “um activo” e “uma referência” do Benfica, pelo que “não pode ser dispensado”, embora não tenha “necessariamente” que desempenhar o cargo que actualmente ocupa.
Na entrevista, que será publicada amanhã na edição impressa do PÚBLICO, José Eduardo Moniz assumiu ainda que o desconhecimento da situação financeira do Benfica foi uma das razões para não avançar como candidato às eleições de 3 de Julho e não o medo de perder: “Seria fácil ganhar as eleições”, garantiu o director-geral da TVI, revelando ter “sondagens” que lhe davam a vitória.
Moniz revelou o receio de ter problemas de “tesouraria”. "Havia a necessidade de perceber-se em pormenor qual a real situação financeira do Benfica, quais os financiamentos existentes, quais as relações com a banca, porque não se pode chegar ao Benfica e no dia seguinte não haver dinheiro na tesouraria", explicou.
Moniz sublinhou ainda a existência de contradições entre o presidente do Benfica e o responsável financeiro, pelo facto de um ter dito que o clube não precisa de vender jogadores e o outro ter afirmado que tal era necessário. "Há três dias vi coisas escritas nos jornais em que o actual presidente diz que não precisa de vender jogadores nenhuns e o vice-presidente a dizer que tem que vender três jogadores por 60 milhões de euros. A situação financeira que o Benfica tem pelo pouco que consegui apurar, garantem-me que implica que o Benfica tem que vender jogadores. Não sei qual deles vai ter razão", reforçou.
Leia amanhã a entrevista na edição impressa do PÚBLICO