Leixões e Belenenses empataram sem golos no jogo que assinalou o início da Liga 2009/10. Uma partida com poucos motivos de interesse.
Muitos reforços, muitas expectativas, mas nada de novo. O Estádio do Mar, em Matosinhos, recebeu hoje o primeiro jogo da primeira jornada da Liga portuguesa de futebol. Com ideias pouco credíveis e sem planos de jogo estruturados dos dois lados, Leixões e Belenenses não foram além de um empate sem golos.
As mudanças são muitas nas duas equipas para a época 2009/10. José Mota manteve-se no comando técnico do Leixões, mas a equipa de Matosinhos perdeu alguns dos jogadores (Beto, Roberto Sousa, Diogo Valente e Vasco Fernandes, entre outros) que estiveram em destaque na última temporada e ajudaram os leixonenses a conseguir um surpreendente sexto lugar.
Do lado do Belenenses, que por algumas semanas esteve com os dois pés na Liga de Honra, as saídas mais notadas foram Júlio César e Silas. A equipa de Belém, que foi uma das decepções da última época, mostrou ter alguns reforços de qualidade, como Celestino, Fellipe Bastos e Nelson, mas como tinha dito João Carlos Pereira na antevisão da partida de Matosinhos, a temporada do Belenenses promete ser difícil.
Dentro das quatro linhas, muito pouco futebol. O zero final em golos acabou por espelhar fielmente o que se passou durante os 90 minutos: um jogo fraco, com equipas pouco ambiciosas e no qual apenas nos 20 minutos finais se assistiu a duas ou três boas oportunidades de golo.
O Leixões iniciou a partida com o tradicional 4x3x3 de José Mota, mas a equipa de Matosinhos pareceu sempre ter as peças trocadas dentro do campo. Com várias adaptações (Hugo Morais, um esquerdino, na direita; Trombetta encostado à esquerda quando habitualmente ocupa lugares centrais no meio-campo; Bruno Gallo do lado esquerdo do ataque onde não tem mobilidade para criar desequilíbrios) o Leixões demorou a encontrar-se.
Já o Belenenses, iniciou a época 2009/10 de forma cautelosa. Sem Cândido Costa (lesionado), João Carlos Pereira fez recuar Mano para o lado direito da defesa. O meio-campo, este ano sem Silas, tinha como “patrão” José Pedro e, no ataque, surgia Fredy. O jovem de 19 anos, que no último campeonato foi utilizado apenas em quatro jogos, surgiu em Matosinhos como titular, após ter deixado boas indicações na pré-época, e promete ser uma das revelações da temporada.
As oportunidades criadas pelas duas equipas contam-se pelos dedos de uma mão. Na primeira parte, apenas aos 44’ houve perigo num lance confuso na área do Belenenses em que Diakité acabou por aliviar.
Nos últimos 20 minutos, o guarda-redes dos “azuis” Nelson, por três vezes, esteve em evidência mantendo o nulo final, que acaba por ser justo.
Ficha de jogo
Leixões, 0
Belenenses, 0
Estádio do Mar, em Matosinhos.
Assistência cerca de 3000 espectadores
Leixões Diego; Jean Sony, Nuno Silva, Roberto Tucker e Laranjeiro; Bruno China, Hugo Morais e Cristian Trombetta (Ruben, aos 52’); Braga, Faioli (Pouga, aos 58’) e Bruno Gallo (Zé Manel, aos 66’).
Belenenses Nelson; Mano, Rodrigo Arroz, Diakité e André Pires; Gabriel Gomez (Ivan, aos 79’), Barge (Pelé, aos 88’), Zé Pedro e Celestino (Fellipe Bastos, aos 64’); Yontcha e Fredy.
Árbitro Olegário Benquerença, de Leiria
Amarelos Yontcha (44’), Ruben (60’) e Bruno China (76’)