Liedson estreou-se finalmente no relvado, ao serviço da selecção. Depois de ontem ter ficado pelo trabalho de ginásio, o avançado leonino integrou, nesta terça-feira, o treino matinal realizado no estádio Paaskbergsvallen, em Varberg, onde a equipa nacional de futebol prepara o jogo de sábado, com a Dinamarca.
Centrando muitas atenções, Liedson integrou um grupo de dez elementos que treinou no relvado secundário, às ordens de José Guilherme, numa sessão mais direccionada para a recuperação física dos jogadores. Isto enquanto Carlos Queiroz trabalhou no relvado principal com os restantes elementos à sua disposição, numa sessão com bola, mais intensa.
A única ausência foi Nuno Gomes que só chega esta tarde, depois de na véspera ter disputado pelo Benfica mais uma jornada do campeonato português.
Antes do treino, Pepe e Miguel Veloso falaram aos jornalistas e, invariavelmente, Liedson foi o tema mais em foco. Para o central do Real Madrid, o facto de também ele ser natural do Brasil e naturalizado cidadão português, não lhe dá nenhuma responsabilidade especial na integração do avançado do Sporting. “Não tenho nenhuma obrigação especial de ajudar Liedson. Ele é um de nós. Vamos procurar ajudá-lo a ambientar-se e esperar que ele nos ajude a nós, pois tem qualidade para isso”, referiu Pepe. “Temos de dar-lhe confiança para que ele possa desempanhar o seu trabalho aqui como desempenha no Sporting”.
Colega de equipa do “levezinho” no Sporting, Miguel Veloso, admitiu que a primeira vez suscita mais “emoção”, mas sublinhou que a integração de Liedson “está a correr normalmente”. “Vê-se que está contente por estar aqui. Qualquer jogador quando chega à selecção pela primeira vez é bem recebido. Tive essa experiência e o Liedson também. Aqui, todos têm o intuito de ajudar e ele não foge a regra, o que é óptimo”, acrescentou.
E até Veloso sente um friozinho no estômago com o seu próprio regresso aos convocados da selecção, algo que já não acontecia desde o Euro 2008. Veloso disse estar “preparado para jogar em qualquer posição, nem que seja cinco minutos”, porque “a prioridade são as necessidades da equipa”.
A equipa portuguesa, que permanecerá na Suécia até quinta-feira, volta a treinar nesta terça-feira à tarde, mas à porta fechada.