Assim que Jacques Rogge, presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), anunciou a escolha do Rio de Janeiro para organizar os Jogos de 2016 os membros da delegação brasileira em Copenhaga entoraram a canção “cidade maravilhosa”, criada por André Filho em 1934 e que se transformou num verdadeiro hino dos cariocas. E a festa rebentou também em Copacabana, local onde os cariocas se juntaram para celebrar.
“Esmagador, espectacular, inacreditável”, exultou Carlos Osório, secretário-geral da candidatura brasileira. “Conseguimos, conseguimos”, gritou Carlos Nuzman, líder da candidatura do Rio, enquanto se sucediam os abraços, entre eles do Presidente brasileiro, Lula da Silva, já com as lágrimas nos olhos. “Chorei agora, porque não tive coragem de chorar na apresentação”, confessou o Presidente brasileiro, na conferência de imprensa que se seguiu ao anúncio oficial.
“Essa vitória é uma retribuição a um povo que muitas vezes só aparece [de forma negativa] na imprensa e nas páginas dos jornais. Os que pensam que o Brasil não tem condições de receber os Jogos vão se surpreender”, disse Lula, citado pelo site do jornal “Folha de São Paulo”.
“Esse país precisa de chance. Prevaleceu a razão, a paixão e a verdade. Finalmente o mundo reconheceu a hora e a vez do Brasil. O Brasil merecia realizar uma Olimpíada", acrescentou o Presidente brasileiro, sem evitar o choro.
As lágrimas de alegria também correm em Copacabana, cuja praia foi invadida por cariocas. “O Rio ganhou porque somos um povo maravilhoso. Os Jogos no Rio vão ser fantásticos”, disse à Reuters Cecília Barbosa, de 69 anos.