A exibição foi apenas assim-assim e o FC Porto ainda apanhou um susto, mas deu a volta ao resultado com dois golos de Hulk e venceu por 2-1. Com a derrota do Atlético de Madrid frente ao Chelsea, leva já cinco pontos de vantagem sobre os espanhóis e o APOEL e estão próximos do apuramento para os oitavos-de-final.
Longe vão os tempos em que defrontar uma equipa do Chipre era sinónimo de uma jornada tranquila. Na antevisão da partida, Jesualdo Ferreira alertou os adeptos para a nova realidade do futebol cipriota. Falou dos dois primeiros jogos do APOEL na Liga dos Campeões (empate a zero em Madrid e derrota por 1-0 em Nicósia, contra o Chelsea) e foi buscar o exemplo do mais recente resultado do Chipre (derrota por 3-2 em Itália).
O técnico acabou por acertar na previsão que fez – “ será um jogo de pa-
ciência e inteligente” – e, sem poder contar com Belluschi, não surpreendeu. Mariano foi o escolhido para ocupar a vaga no meio-campo, enquanto Rodriguez voltou a ser titular no ataque. Sem um jogador com as características de Belluschi, o FC Porto perdeu acutilância atacante. O APOEL, porém, também não ajudou. Com grande rigor táctico e um esquema de 4x5x1, o treinador sérvio Jovanovic apostou em repetir no Dragão a receita de Madrid: tentar aguentar o maior tempo possível o nulo.
Mas, para o técnico do APOEL, a noite até começou melhor do que a estreia na Liga dos Campeões. Com o FC Porto a sentir dificuldades em furar uma barreira defensiva de sete jogadores, seriam os cipriotas a chegar ao golo aos 21’: lance confuso entre Álvaro Pereira e Charalambides após um centro de Hélio Pinto e o defesa uruguaio desviou para a própria baliza. Sem ter feito qualquer remate à baliza, o APOEL marcava o primeiro golo na prova.
Mas o golo dos cipriotas nada mudou. Continuava a ser um jogo de paciência para os portistas que, com inteligência (de Falcao), aproveitaram um erro de Michail (mau atraso) para chegar ao golo (de Hulk), aos 33’. O intervalo chegava mais tarde com uma estatística esclarecedora: 19 remates para o FC Porto, zero para o APOEL.
O segundo tempo prometia ser igual: cipriotas a defender e portistas a tentarem “jogar nos limites” como Jesualdo tinha pedido. Porém, aos 47’, um novo brinde do APOEL (mão de Elia na área) deu a Hulk a possibilidade de bisar, de grande penalidade.
A perder, o APOEL teve que mudar a estratégia. Começou a atacar (fez o primeiro remate aos 66’) e foi beneficiando do recuo do FC Porto (acentuado a partir da expulsão de Mariano, aos 74’). Mas os argumentos eram poucos e só nos instantes finais a baliza de Helton esteve em perigo. O FC Porto, mesmo sem convencer, já está quase nos oitavos-de-final.
Ficha de jogo
Jogo no Estádio do Dragão, no Porto.
Assistência 31.212 espectadores.
FC Porto Helton 6, Fucile 6, Rolando 6, Bruno Alves 6, Álvaro Pereira 5, Raul Meireles 6 (Sapunaru -, 93’), Mariano 4, Rodriguez 5 (Guarin 5, 70’), Hulk 6 e Falcao 5 (Farias -, 87’).
APOEL Chiotis 6, Satsias 5 (Papathanasiou -, 78’), Broerse 5, Grncarov 5, Elia 5, Nuno Morais 5, Michail 4 (Alexandrou 4, 60’), Charalambides 6, Kosowski 5 (Breska 5, 38’), Hélio Pinto 6 e Mirosavljevic 5.
Árbitro Felix Brych 5, da Alemanha.
Amarelos Satsias (23’), Grncarov (37’), Breska (57’), Broerse (83’) e Helton (90+2’). Vermelho directo Mariano (74’).
Golos 0-1, por Álvaro Pereira, aos 22’ (p.b.); 1-1, por Hulk, aos 33’ e 2-1, por Hulk, aos 48’ (g.p.).
Notícia actualizada às 23h05