As tarjas de protesto contra dirigentes e equipa técnica do Sporting levadas para Alvalade por um grupo de três dezenas de jovens adeptos foram impedidas de entrar no estádio pela segurança, mas, no final do encontro, os gritos das bancadas exigindo a demissão de Paulo Bento tornaram-nas desnecessárias. Contra o Marítimo, os “leões” voltaram a desiludir, empatando e somando 14 pontos perdidos em apenas nove jornadas. Mais um do que os conquistados. Pior: desaproveitaram os deslizes de Benfica e FC Porto, deixando a 12 pontos o Sp. Braga e baixando ao 7.º lugar da prova.
O Sporting tem queixas, é verdade. Houve infelicidade: Caicedo atirou ao poste nos últimos instantes dos descontos. Houve erros alheios: Cosme Machado não apontou uma grande penalidade clara sobre Hélder Postiga, aos 48’. Mas houve, acima de tudo, mais do mesmo: uma exibição paupérrima, sem ideias, sem soluções, sem garra. E foi isso, antes de mais, que voltou a incomodar os adeptos.
Os primeiros dez minutos do encontro de Alvalade ainda prometeram uma partida emotiva e um Sporting empenhado em apagar as paupérrimas exibições dos últimos jogos. Mas não... e os assobios voltaram a ouvir-se ao intervalo.
Foram três as alterações operadas por Paulo Bento, uma em cada sector. Na defesa, André Marques rendeu Grimi, com Bruno Pereirinha a compensar a ausência de Vukcevic, que não recuperou de uma lesão, no meio-campo. Na frente prosseguiu o concurso “quem é o melhor companheiro para Liedson”, desta vez com nova audição a Hélder Postiga.
Tal como prometera, o novo Marítimo de Mitchell Van der Gaag surgiu ousado em Lisboa. Apostando na mesma equipa que bateu na última jornada o Paços de Ferreira, por 3-1, com Djalma, Manú, Marcinho e Babá apontados à baliza leonina.
Duas oportunidades para cada lado, grandes defesas e um futebol de parada e resposta começaram por empolgar os pouco mais de 22 mil adeptos que se deslocaram a Alvalade. Mas tudo parou a partir dos 10’. Os “leões” voltaram, paulatinamente, ao nível apático dos últimos jogos, permitindo amiúde ao Marítimo, sem pressão, trocar calmamente a bola, ainda que sem perigo para Rui Patrício.
O reatamento começou praticamente com o lance do penálti sobre Hélder Postiga (transformado num livre pelo árbitro), mas o “leão” iria chegar mesmo à vantagem num erro defensivo dos insulares, seis minutos depois. Matias Fernández assinou o segundo golo em dois jogos, depois de ter fuzilado a baliza de Peçanha.
Sem fazerem muito para o merecer, os lisboetas ganhavam e viam o Marítimo baixar as armas. Até que surgiu um grande remate de fora da área de Manú a bater Rui Patrício e a recolocar a pressão sobre a equipa da casa.
Entrou em acção o desespero, com Paulo Bento a meter em campo todos os avançados que tinha à mão. Caicedo e Saleiro juntaram-se a Postiga e Liedson, mas, para além da pressão e do lance de Caicedo ao poste, nada conseguiu evitar o segundo empate consecutivo em casa.
Ficha de jogo
Sporting, 1
Marítimo, 1
Jogo no Estádio José Alvalade, em Lisboa.
Assistência 22.857 espectadores.
Sporting Rui Patrício 6, Abel 4 (Caicedo 5, 64’), Daniel Carriço 5, Tonel 5, André Marques 4 (Saleiro -, 82’), Miguel Veloso 5, Pereirinha 4 (Pedro Silva 5, 64’), João Moutinho 5, Matias Fernández 6, Hélder Postiga 4 e Liedson 5.
Treinador Paulo Bento.
Marítimo Peçanha 6, Paulo Jorge 6, J. Guilherme 5, Fernando 4, Alonso 5, R. Sousa 6, Bruno 6, Marcinho 6 (Pitbull -, 90’), Manú 7 (Briguel 5, 78’), Djalma 6 (Taka 5, 72’) e Baba 6.
Treinador Van der Gaag.
Árbitro Cosme Machado 4, de Braga.
Amarelos H. Postiga (13’), M. Veloso (24’), R. Sousa (51’), D. Carriço (59’), Pedro Silva (83’) e Peçanha (90+3’).
Golos 1-0, por Matias Fernandez, aos 54’; 1-1, por Manú, aos 62’.
Notícia actualizada às 23h14
Notícia corrigida às 15h19 de 2/11/2009 Corrige o resultado do jogo na ficha