O treinador do Benfica, Jorge Jesus, disse hoje que o triunfo sobre a Naval 1.ª de Maio, no encerramento das 10.ª jornada da Liga de futebol, foi “uma vitória de campeão” em “jogo de sentido único”.
“Foi uma vitória difícil, mas vale os mesmos três pontos daquelas em que goleámos os adversários. Fizemos um jogo com muitas oportunidades, com bolas no poste e uma grande exibição do guarda-redes adversário. Foi um jogo de sentido único, que só uma equipa quis ganhar”, afirmou Jesus na entrevista rápida à Sport TV.
O técnico disse perceber a postura da Naval como “uma forma de respeitar o Benfica”, sublinhando que os adversários “não vêm à Luz dividir o jogo, porque sabem que não podem”.
“Foi uma vitória de campeão, merecida inteiramente”, acrescentou Jesus, desvalorizando o facto de o Benfica ter aproveitado a derrota do Sporting de Braga para alcançá-lo na liderança, bem como a do FC Porto, agora a cinco pontos de distância.
O treinador da Naval, Augusto Inácio, afirmou que sabia das dificuldades que ia encontrar na Luz e sublinhou que “o Benfica troca muito bem a bola”, facto que obrigou a Naval “a recuar” e a defender mais atrás do que pretendia.
“Se contabilizarmos as oportunidades de golo, o Benfica mereceu ganhar o jogo, mas a atitude e o esforço dos meus jogadores poderia ser premiada com um ponto”, acrescentou.
O autor do golo da vitória, o espanhol Javi Garcia, sublinhou que “esta era uma vitória fundamental”, na sequência dos deslizes de Braga e FC Porto.
Sobre o golo da vitória, afirmou que, marcar num jogo destes, à beira do final, é “o sonho de qualquer jogador e uma grande honra”.
“Sabíamos que a Naval viria fazer o seu jogo e explorar o contra-ataque, mas o Benfica fez tudo e, com sacrifício, tivemos a recompensa no final”, disse o médio espanhol, que marcou o golo do triunfo de cabeça, no minuto 89, na sequência de um livre.
Javi Garcia considerou esta vitória “muito importante”, tendo em conta que “os adversários directos falharam” e deram uma oportunidade que o Benfica “não podia desperdiçar”.
O guarda-redes da Naval, Peiser, que adiou por várias vezes o golo “encarnado” realçou o “azar” de sofrer o golo tão perto do final, mas reconheceu que “foi claro que o Benfica foi superior”.