Nem à quinta foi de vez. Nicolas Almagro perdeu, mais uma vez, diante de Rafael Nadal mas, desta vez — no BNP Paribas Masters — o espanhol nascido em Murcia esteve muito perto de contrariar a tendência. Só que, ao fim de pouco mais de três horas de jogo, no Palais Omnisports de Paris-Bercy, Nadal foi mais forte e Almagro cedeu, com cãibras nas pernas.
Isento da ronda inicial por ser um dos 16 cabeças-de-série, Nadal acusou falta de ritmo, ao contrário do compatriota que dominou durante praticamente dois "sets". Após a primeira partida em que não perdeu o serviço, Almagro continuou motivadíssimo e, no segundo "set", “quebrou” o número dois mundial para servir a 6-5, mas desperdiçou a vantagem de 40-0 e cinco match-points.
Moralizado com a vitória no tie-break, Nadal fez o "break" no início do "set" decisivo, mas seria o primeiro de quatro consecutivos. A 3-2, Almagro sentou-se na cadeira, choroso, devido a uma contractura no bícepe femoral esquerdo. Depois de receber assistência por duas vezes, o 27.º do ranking conseguiu um "break" que o colocou a 5-3, mas as forças tinham-se esgotado. As cãibras estenderam-se à perna direita e foi um Almagro com grandes dificuldades em movimentar-se que viu Nadal fechar no seu primeiro "match-point": 3-6, 7-6 (7/2) e 7-5.
Antes, Marat Safin despediu-se do circuito profissional no local onde conquistou três títulos títulos (2000, 2002 e 2004) e venceu uma Taça Davis (2002), ao perder com o recente campeão dos EUA, Juan Martin Del Potro, por 6-4, 5-7 e 6-4.
No challenger (33 mil euros) de Guayaquil (Equador), Pedro Sousa (503.º) — que ontem aproveitou uma lesão de Diego Junqueira (192.º), para vencer por 7-5, 6-1 — somou a quinta vitória consecutiva no torneio (três no qualifying) ao eliminar o uruguaio Marcel Felder (236.º), por 6-2, 6-1, um resultado que, segundo o treinador João Cunha e Silva, “reflecte o que se passou no court”.