Ricardo Sá Pinto assumiu já as funções da direcção do futebol profissional dos “leões”. Em entrevista ao jornal Sporting, o antigo “capitão” e jogador leonino, que tinha o cargo das relações externas, diz que não podia virar costas ao seu clube num momento particularmente difícil.
Sá Pinto definiu as suas funções. “Passam pela direcção do futebol profissional. Não tenho funções de director desportivo, nem o pelouro das áreas de decisão ao nível das contratações, como a escolha de treinador”, analisou. “Compete-me a gestão diária da equipa de futebol profissional e analisar as necessidades da estrutura e recursos humanos que a englobam. Pretendo corresponder da mesma forma que tenho vindo a fazer ao longo da minha vida”, explicou o dirigente leonino, que tem os cursos de treinador, de direcção desportiva e um mestrado em marketing desportivo, estando ainda no último ano da faculdade em comunicação empresarial.
O ex-internacional português (55 jogos, 15 golos) diz que não se pode “trabalhar no Sporting apenas por paixão”, mas também não conseguiu virar costas ao seu clube. “Tem que haver competência, responsabilidade e profissionalismo. Foi-me dada esta responsabilidade, que sei que é grande, num momento difícil e houve muitas pessoas amigas, e sportinguistas, que me alertaram de potenciais perigos, ao que respondi que, para mim, não há perigo nenhum”, assumindo a exigência que o cargo exige.
“Conto com todos e todos, como sempre, podem contar comigo. A exigência será máxima. Primeiro comigo, quer na competência quer na exigência, na entrega, no esforço, na dedicação, na devoção e logicamente igual para quem trabalhará comigo”, definiu.
O antigo jogador (jogou no Sporting entre 1994-1997 e 2000-2006) acredita em bons resultados num futuro próximo. “Com a qualidade da nossa equipa e com os recursos humanos da nossa estrutura no futebol, é possível, a curto prazo, voltar a ganhar, dar alegrias aos sócios e adeptos imbuídos num espírito coeso, forte e de união”, disse ainda.
E concluiu: “Como sócio que sou, estive presente sempre, nos bons e nos maus momentos e, neste momento, poderia ser mais fácil ficar numa situação calma, mas é impossível dizer não ao Sporting, não consigo dizer não ao Sporting. Não podemos negar um pedido numa altura difícil. Temos de nos unir e dar as mãos projectando, todos, o Clube ao lugar que merece.”.