Se Novak Djokovic é dos tenistas mais populares do circuito, a vitória sobre Gael Monfils na final do BNP Paribas Masters não ajudou a confirmar esse estatuto em França. Mas dentro do court, a cotação do sérvio está em alta: o tenista que, em 2009, tem mais encontros ganhos (76) e disputados (94) – e com uma regularidade enorme (19 quartos-de-final em 21 torneios!) – chega ao final da época em grande forma. Apesar das limitações físicas, derrotou o francês e conquistou o primeiro Masters 1000 do ano, após quatro finais perdidas.
“Estou aliviado e feliz. Foi um grande combate frente a um jogador que estava a actuar diante do seu público. Isso torna a vitória mais bela”, revelou Djokovic, depois da batalha de duas horas e 43 minutos, concluída com os parciais de 6-2, 5-7 e 7-6 (7/3).
Tal como na véspera, diante de Rafael Nadal, o número três mundial chegou a 6-2, 3-0. Mas Monfils foi contagiado pelo incansável apoio dos compatriotas que encheram o Palais Omnisports de Paris-Bercy e, no primeiro break-point a seu favor, reduziu para 2-3 e, a 5-5, fez novo break.
Djokovic regressou para o set decisivo com um break logo no segundo jogo, mas o ascendente foi enganador. O francês reagiu e, apesar de algum desgaste, o público manteve-o determinado à espera de uma oportunidade. E Djokovic, também a ressentir-se da série de 10 encontros consecutivos, proporcionou-a. No tie-break, o sérvio manteve a concentração, fez o mini-break para 4/2, chegou a 6/3, e no primeiro match-point, Monfils cedeu, com uma dupla-falta.
Com dois títulos consecutivos e com vitórias sobre os melhores do mundo (Roger Federer em Basileia e Nadal em Paris), Djokovic irá surgir no Masters de Londres mentalmente muito forte. Quanto à popularidade, saiu de Paris em alta pois surpreendeu os adeptos, ao fazer o discurso final em francês.